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"Só temos o almoço", diz pedreiro que não conseguiu acessar renda básica emergencial

Baixada fluminense é uma das regiões mais afetadas pela crise causada pela pandemia no estado do Rio

· Na Mídia

“Se tiver o arroz e o feijão eu deixo elas comendo e pego o feijão puro, ou boto a farinha. A prioridade são as crianças. Eu me viro com o que eu posso”. A fala que abre esta reportagem é do pedreiro Gabriel da Silva Ferreira, de 40 anos. O morador do Centro Social Fusão, antigo Assentamento Boa Fé, no município de Mesquita, na baixada fluminense, depende de ações de solidariedade para sobreviver em tempo de pandemia de coronavírus.

O pedreiro trabalha com “bicos” em obras e tira em média R$ 1.500 por mês para sustentar as duas filhas, uma de seis e a outra de 14 anos, e a esposa. Segundo ele, o orçamento familiar ficou zerado durante o mês de março, a despensa ficou vazia e o desespero bateu à porta.

“Como aqui é uma comunidade, eu estou pedindo ajuda pra qualquer um. A minha família, o pouco que arruma pra mim, às vezes é um quilo de arroz, de feijão, um ajudando o outro para pelo menos o arroz e o feijão ter. Priorizamos o almoço e quando dá umas 19h ou 20h, a gente tenta comer o que faz no almoço. Bem contado. Eu estou apavorado. Já chorei pedindo a Deus que isso acabe”, disse o pedreiro à reportagem

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Solidariedade

Enquanto o dinheiro não vem, a saída é a rede de solidariedade. O Centro Social Fusão está cadastrado como um dos 250 comitês da Ação da Cidadania no estado do Rio de Janeiro. A instituição, que há 27 anos atua no combate à fome no Brasil, está com uma campanha para a arrecadação de alimentos para as pessoas em situação de vulnerabilidade social durante a pandemia. Cerca de 40 a 60 toneladas de mantimentos estão sendo distribuídos por semana pelo país.

De acordo com Daniel Carvalho de Souza, presidente do conselho da Ação da Cidadania, a região que mais tem preocupado por conta do aumento da insegurança alimentar durante a pandemia no estado do Rio é a baixada fluminense.

“O que a gente sabe, inclusive pela atuação dos nossos comitês, é que na baixada fluminense a situação está pior. Ali a gente tem comitês em aproximadamente 20 municípios. São nesses municípios onde a situação é mais preocupante. Não teríamos nenhum dado estatístico da porcentagem porque eu acredito que com a pandemia qualquer dado coletado há uns meses já não valem mais”, relatou.

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