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Ação da Cidadania já doou alimentos a mais de cinco mil famílias gaúchas na pandemia

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Fonte: Brasil de Fato/RS

A solidariedade tem sido uma das formas mais efetivas de combater os efeitos do novo coronavírus entre as populações mais vulneráveis. Exemplo disso é a Ação Contra o Corona, iniciativa da Ação da Cidadania realizada em todo o Brasil. Organizado também no Rio Grande de Sul, desde março, o projeto já beneficiou mais de cinco mil famílias no Estado, apoiando indígenas, quilombolas, povos tradicionais e de matriz africana, desempregados, entre outros grupos.
 

Nesta quinta-feira (09), o núcleo gaúcho recebeu mais mil cestas básicas e de produtos de higiene para doação, que serão entregues à famílias que dependem de trabalho informal ou trabalhos pontuais que estão totalmente desamparados neste momento.

Inspirada pelo seu fundador, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, a Ação fez chegar seu apoio a mais de 880 mil pessoas no país desde o início da pandemia. É o que conta aqui a coordenadora da Ação da Cidadania no RS, Melissa Bargmann.
 

Brasil de Fato RS - A população brasileira vive um drama sanitário com a pandemia do novo coronavírus. Além disso, está passando por dificuldades econômicas, com a retração só emprego e com pouco auxílio dos governos. Nesse cenário, o trabalho da Ação da Cidadania ganha ainda mais relevância. Como funciona esse trabalho?
 

Melissa Bargmann - Concentrado no Comitê Nacional, no Rio de Janeiro, foram criados diversos canais e campanhas junto à população e a iniciativa privada em busca de parcerias para arrecadar fundos e reverter em cestas básicas. A composição das cestas básicas e kits de higiene é padrão. Contém 1 kg de massa, 1 kg de açúcar, 1 kg farinha de milho, 3 kg arroz, 3 kg feijão e 1 óleo. Além disso, 3 sabonetes, 2 cremes dentais, 4 rolos de papel higiênico e 2 litros de desinfetante.
 

BdFRS - Nesta quinta-feira (09), foi realizada uma ação de entrega de cestas básicas no estado. Quantas famílias são beneficiadas nesta ação?


Melissa - Desta campanha, Ação contra o Corona, já recebemos e distribuímos 2.500 cestas básicas e kits de higiene do Comitê Nacional. Neste dia 9 recebemos mais 1.000, que serão entregues às famílias que dependem de trabalho informal ou trabalhos pontuais e que estão totalmente desamparadas. A cada semana, com a necessidade de fechamento de empresas e locomoção, estas famílias estão, pouco a pouco, sofrendo a crise da pior forma, sem qualquer ajuda financeira para que possam sobreviver.
 

BdFRS - Em que localidades aqui no estado são realizadas as distribuições e como vocês chegam até essas famílias?
 

Melissa - Possuímos um cadastro de instituições, lideranças comunitárias e famílias em situação de vulnerabilidade social que, de acordo com as doações recebidas, vão sendo distribuídas. Já conseguimos beneficiar os municípios de Rio Grande, Pelotas, Caxias do Sul, Gravataí, São Leopoldo, Esteio, Canoas, Alvorada, Santa Maria, Estrela, Lajeado, Cachoeirinha, além da capital, onde a demanda é bem grande também.
 

BdFRS - Quantas famílias já foram beneficiadas desde o início da pandemia no estado?
 

Melissa - Desde março já beneficiamos mais de 5.000 famílias. Entre elas, indígenas, quilombolas, povos tradicionais e de matriz africana, desempregados, entre outros.
 

BdFRS - Quais os principais parceiros do projeto aqui no RS?
 

Melissa - Aqui nossas parcerias estão concentradas em pequenos empresários, empresas no ramo hoteleiro, MST, grupos e indivíduos solidários à causa. Institucionalmente estamos trabalhando junto ao Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do RS (Consea RS) e Cáritas RS, através do Comitê Gaúcho de Emergência de Combate a Fome.
 

BdFRS - Atualmente, qual o alcance da ação no país?


Melissa - A Ação contra o Corona já chegou em todos os estados do Brasil, através de comitês locais da Ação da Cidadania e instituições e entidades parceiras.
 

BdFRS - Quantas famílias tiveram a chance de se alimentar com dignidade a partir da ação durante a pandemia?
 

Melissa - Mais de 880 mil pessoas já foram ajudadas em todo o Brasil.
 

BdFRS - A ação é realizada por voluntários? Como é feita essa organização?
 

Melissa - Aqui no Rio Grande do Sul todo auxílio é voluntário. Envolvemos as lideranças e comunidades neste trabalho.
 

BdFRS - Quem quiser se somar ao projeto, como faz?
 

Melissa - Pode encontrar nossos contatos em nosso site www.acaodacidadania.com.br. Lá constam todas as informações de todos os estados. Também pode nos acompanhar e fazer contato pelas nossas redes sociais @acaors (Instagram) e Ação da Cidadania do Rio Grande do Sul no Facebook.
 

BdFRS - A Ação da Cidadania nasceu em 1993 e se transformou em uma grande rede de mobilização nacional. Conte pra nós um pouco dessa história.
 

Melissa - Fundada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida nasceu em 1993, formando uma imensa rede de mobilização de alcance nacional para ajudar 32 milhões de brasileiros que estavam abaixo da linha da pobreza. A Ação se transformou no movimento social mais reconhecido do Brasil. Seu principal eixo de atuação é uma extensa rede de mobilização formada por comitês locais. A rede está presente em 19 estados mais o distrito federal. Cada entidade em seu estado atua com independência completa. Atua com uma estrutura descentralizada, permitindo revelar as lideranças que vêm transformando suas comunidades: homens e mulheres com grande capacidade de mobilização e influência, além de muita criatividade, mas com pouca educação formal. O coração do trabalho é o combate à fome e a miséria. A Ação apoia projetos nas áreas de agricultura familiar, segurança alimentar, luta por políticas públicas de combate à fome e ações diretas para redução da fome e miséria.
 

BdFRS - Temos visto diversas ações e redes de solidariedade surgindo durante a pandemia. Muitas delas são inspiradas no fundador da Ação da Cidadania, o Betinho. Qual o seu legado hoje nessa incansável luta contra a fome e pelos direitos humanos no país?
 

Melissa - O Betinho sempre acreditou nas pessoas. Achava que, com a organização da sociedade, mesmo que de modo simples, era possível mudar a realidade do país. Pensava que as organizações só valiam a pena se fosse para melhorar a vida das pessoas, principalmente aquelas mais vulneráveis. Em tempos tão difíceis, nada mais atual que isto.
 

Edição: Ayrton Centeno

 

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